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Banco sem soluções trava o Barcelona em dose dupla


 O Barcelona, a par do Celta de Vigo, lidera as estatísticas em Espanha com 27 participações diretas em golos vindas de suplentes esta época. Contudo, nos embates decisivos frente a Atlético de Madrid e Girona, as opções de Hansi Flick a partir do banco foram nulas.

Fim

Rodada 24

Girona FC

 Girona FC 2-1 FC Barcelona 

FC Barcelona

16 FEV 2026

O Barcelona atravessou uma semana para esquecer. Após o pesado desaire por 4-0 na Copa del Rey diante do Atlético, os catalães cederam o comando da La Liga ao averbarem uma derrota por 2-1 em Montilivi, frente ao Girona. Foram dois cenários distintos, mas ambos culminaram no mesmo desfecho amargo.


Em ambos os compromissos, o FC Barcelona sentiu sérias dificuldades na finalização, expondo uma persistente fragilidade defensiva e uma alarmante falta de pontaria no último terço. Historicamente, os catalães recorriam com frequência aos suplentes para desbloquear jogos, mas essa "arma secreta" parece ter encravado no momento mais inoportuno.


Olhando para todas as competições da temporada 2025/26, os 'Blaugranas' continuam no topo das equipas espanholas em contribuições ofensivas (golos e assistências) assinadas por suplentes, partilhando o trono com o Celta de Vigo (27). No entanto, os duelos mais recentes provam que esta influência estagnou de forma preocupante.


Diante do Girona, apenas o titular Pau Cubarsi encontrou o caminho do golo, enquanto as entradas de Bardghji e Lewandowski não surtiram qualquer efeito. O avançado polaco, aliás, também teve pouco impacto no Metropolitano, onde mal importunou o guardião do Atlético, Juan Musso, apesar de ser a principal cartada ofensiva lançada por Flick.


A tendência é clara: no triunfo por 3-0 sobre o Mallorca, Marc Bernal ainda faturou vindo do banco, mas o golo surgiu tardiamente e sem peso real no resultado final. Já frente ao Albacete (1-2), na Copa del Rey, os suplentes passaram totalmente ao lado do jogo. Até o golo de Marcus Rashford em Elche (1-3) serviu apenas para selar um triunfo que já estava garantido.


Com as principais figuras a atravessarem uma quebra de rendimento, a escassa produtividade vinda do banco de suplentes agravou as dificuldades da equipa numa fase crucial da temporada.


Com a Copa del Rey praticamente hipotecada e o regresso da Liga dos Campeões no horizonte, Hansi Flick enfrenta um desafio urgente: reanimar tanto o seu onze inicial como as alternativas no banco para manter vivas as ambições na Laliga, sobretudo depois de ver esfumar-se uma vantagem de quatro pontos na liderança em menos de um mês. 

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